sábado, 14 de fevereiro de 2009

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Mendigo

Dizer-te,

Ama-me.

Bendita

Diga-me,

Amo-te.

concreto 1

Causal

O encontro

Casual

Encontro

Causa

O encontro

juliana ou não

queria escrever sem complicar,
sem ter que depois explicar.
quero ser explícito e já explico:
em carnes é que eu digo.
de verdade, humana.
na pele,
nas gotículas dos poros.
queria na verdade,
toda sua beldade,
baixinho,
sem olhar de tristeza depois,
apenas de lembrança.
complicado?

lanço

Que tenho eu com seus olhos tristes,
Com suas mãos delicadas,
Com o tamanho de sua escapada?

Que tenho eu de dizer ainda,
Se você minha bem-vinda,
Não me quer nada?

Que tenho mais pra fazer,
Se tudo daqui de dentro já dei,
E estrelas não alcanço?

Que amor mais eu darei,
Se todo que havia,
Agora pela estrada lanço?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

travesseiro

O começo da noite sempre me trouxe uma fobia.
Medo que o dia de hoje não fosse o bastante para viver amanhã.
Pelo menos a parte da manhã do dia seguinte é me conhecida.
Sei que acordarei, e se não acordar, e daí?
Não sou eu que desperto nos outros a vontade de viver cantando e andando.
Quero, se fechar os olhos, depois do entardecer,
esquentar meu travesseiro e virá-lo na hora de dormir.
Para ter sonhos frescos, fresquinhos.
Daqueles que a gente tem quando a pessoa que anda aqui do lado nem espera que a gente sonhe.
E aí, ela recebe, gasta ele,
sorri e vai embora.
Por isto eu nunca durmo rápido,
planejo meus sonhos enquanto sonho em ser eterno,
em ser terno o bastante pra fazer falta.
Não sentir receber necessariamente e sim fazer sentir.
Acho que assim eu vivo nos outros o que não é meu,
o que era seu e você não quis.

té

Uma gatinha atrás de mim, me abraçou, miou assim
- miau
Sorriu ao ver-me tão satisfeito que logo miou pra mim
- miau
Deitou bem mansa em meu ombro esquerdo, me apertou dizendo assim
- Papai de amo um tantim.
- posso saber de quem são? de quem são estes olhoes que vejo todo dia?
- ora meu amor, são os seus. não os reconhece olhando como eu olho?
- hummm! que lindos são meus olhos.
- nem me fale. nem me fale.

quem diria?

o que é isto? você me explica? ou me complica?
não se justifique. apenas fique. e click!
acendeu? então deixa aceso e olhe o que há.
pra gostar basta gostar.
bicho comeu? algo morreu?
planta e espera nascer.

lógico pô

Esta convicção, que é certa,
não te acerta o fígado vez por outra?
Ou este seu jeito de apertar o olhar quando quer ao longe ver,
nunca lhe causou excesso de amores?
Esta sua desmedida beleza que está entornando nas bicas,
faz a alegria da multidão.
Pelo menos da que está olhando para o mesmo lugar que o meu olhar.
Prometo, sem obrigação de cumprir,
que me apaixonarei pela segunda que encontrar,
apenas para assim dizer que assim eu esqueço de você.
E este seu corpo suave,
imagino que seja leve,
e talvez ele leve um pouco de solidão,
um tanto de amor sem tocar.
Bendito Quem te criou!
Bendita as aureolas e mamas que tu manos e lábios tocaram.
Que leite e que madre que abrigou a mais bela imperatriz do meu coração.
Sim!
Tu és mui rica também.
Pois pões seus castelos nas nuvens mais altas
e suas terras vão de horizonte a horizonte.
E eu estou na fronteira mais longínqua.
Na distância mais distante do seu coração
e ainda assim sou de um reino inimaginável que é seu,
sendo meu.
Reina.
Reina em mim mesmo sem saber,
sem notar.
Afinal são muitos súditos.
E, embora, que nunca partiste,
pois nunca viestes,
eu, sem cessar de caminhar,
eu ando, ando e ando por todas estas terras a perguntar:
a convicção dela,
tem fim?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ter

Eu nunca saberei se as paredes brancas poderiam ser limpas por estarem cheias de dedos pequenos.
Eu não abrirei a porta sabendo de que é chegada a hora de me convencer que tudo estaria em torno.
Suspender os braços para esperar a chegada dos braços em abraços que se tornam poros trocados.
Nunca isto não.
Se lidas as lidas, com fortuitas lidas de minhas lida de descrever a sua vontade que vem de mim.
Não, eu não me caibo, não sou casto e não estarei compartilhando a palma da minha mão com ninguém.
Perfume de noites claras, escuras que quando me deito no quarto, me vem espiar o sofrer por não ter.
Eu tenho o tempo, não queria tê-lo por tantos anos me fazendo companhia, tão certo, tão bem contado.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

yes!

não tenho freio.
mas não saia da frente.
sou leve.
e páro se subir em você.
se me segurar.
mas só páro se estiver em movimento.
certo?
é física.
não físico.
não sou tísico.
e você?
é tudo bobagem.
de ser gente.
não bicho.
não mexo, apenas respiro.
fazer o quê?
de quê?
de conta.
agora me conta.
me conta.
um.
não dois.

delícia de texto

http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html