terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ataranto

Sei lá de notícia,
sei lá da solidão dela,
sei lá se quero saber,
do saber.
Me irrita,
quando ela evita,
de ter esta perdida ilusão
de querer come-la com pimenta ardida.
Que ela não estude em meus livros,
que não escute o que eu digo,
eu não ligo,
mas ser estrela fora do meu céu?
Oh Céus!
Criamos,
não juntos,
dois filhos que,
hoje,
vivem no mesmo teto.
O meu é claro!
Um,
chamo de Andor,
outro de Condor.
Andor é devagar em seu andar
e sempre deixa cair o que com ele carrega.
Já o Condor é muito avoado!
Vivendo assim,
somos quase uma família.
Ela lá com seus maridos
e sua flor,
que sua mãe lhe deu.
Rosa.
Sua mãe.
E eu cá.
Caído.
Deprimido.
Sem ter o que escrever.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

prueba

Sus ojos tristes
¿dónde están?
sus pequeños pasos
¿donde caminar?
su gran amor
¿de quién será mañana?
donde va mi corazón
¿es donde va tu?
¿porque hay poemas aquí si no estamos juntos?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

4

Glória guarda-a no balde junto à Ti

Vejo-Te assentado colocando tuas coisas ali

Cheio, transborda e entorna

Em Teu entorno,

Em teus;

Por Tua Glória

3

Saltei no amor

Voei no amplo

Mirabolante contorcionismo

Trezentos e sessenta, trezentos e sessenta

Mesmo o mesmo, o mesmo

Linha, fio, corda, cabo

Acabamento em frente, em frente!

Próximo!

Jogue o peso, o peso

Pesar

Cento e oitenta, noventa

Quarenta e cinco

Rente ao meio fio

Sarja na sarjeta

2

Mendigo

Dizer-te,

Ama-me.

Bendita

Diga-me,

Amo-te.

concreto 1

Causal

O encontro

Casual

Encontro

Causa

O encontro

juliana ou não

queria escrever sem complicar,
sem ter que depois explicar.
quero ser explícito e já explico:
em carnes é que eu digo.
de verdade, humana.
na pele,
nas gotículas dos poros.
queria na verdade,
toda sua beldade,
baixinho,
sem olhar de tristeza depois,
apenas de lembrança.
complicado?

lanço

Que tenho eu com seus olhos tristes,
Com suas mãos delicadas,
Com o tamanho de sua escapada?

Que tenho eu de dizer ainda,
Se você minha bem-vinda,
Não me quer nada?

Que tenho mais pra fazer,
Se tudo daqui de dentro já dei,
E estrelas não alcanço?

Que amor mais eu darei,
Se todo que havia,
Agora pela estrada lanço?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

travesseiro

O começo da noite sempre me trouxe uma fobia.
Medo que o dia de hoje não fosse o bastante para viver amanhã.
Pelo menos a parte da manhã do dia seguinte é me conhecida.
Sei que acordarei, e se não acordar, e daí?
Não sou eu que desperto nos outros a vontade de viver cantando e andando.
Quero, se fechar os olhos, depois do entardecer,
esquentar meu travesseiro e virá-lo na hora de dormir.
Para ter sonhos frescos, fresquinhos.
Daqueles que a gente tem quando a pessoa que anda aqui do lado nem espera que a gente sonhe.
E aí, ela recebe, gasta ele,
sorri e vai embora.
Por isto eu nunca durmo rápido,
planejo meus sonhos enquanto sonho em ser eterno,
em ser terno o bastante pra fazer falta.
Não sentir receber necessariamente e sim fazer sentir.
Acho que assim eu vivo nos outros o que não é meu,
o que era seu e você não quis.

té

Uma gatinha atrás de mim, me abraçou, miou assim
- miau
Sorriu ao ver-me tão satisfeito que logo miou pra mim
- miau
Deitou bem mansa em meu ombro esquerdo, me apertou dizendo assim
- Papai de amo um tantim.
- posso saber de quem são? de quem são estes olhoes que vejo todo dia?
- ora meu amor, são os seus. não os reconhece olhando como eu olho?
- hummm! que lindos são meus olhos.
- nem me fale. nem me fale.

delícia de texto

http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html