canção cansa quando alcança o máximo da lembrança
certas cartas cortam o coração quando releio-as
suspiros suspendem o momento de seguir em frente
luas lutam entre ser a mais demorada para ir embora
lágrimas levam poeiras para minha camisa branca
domingo, 1 de março de 2009
como água...
o amor não é porto de chegada,
apenas de partida,
(sem destino)
é também de parada,
(rápida)
o amor não me convence
não lhe dou tempo,
não me gruda mais na pele,
chega e vai,
(como água da Copasa)
apenas de partida,
(sem destino)
é também de parada,
(rápida)
o amor não me convence
não lhe dou tempo,
não me gruda mais na pele,
chega e vai,
(como água da Copasa)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Quá!
ó insensata! que pensas que vais fazer com a nata do leite que me deste? quero fazer biscoitos e tu vens com tuas curas? para passar em minhas queimaduras de sol das horas que fiquei a te esperar? minha querida, a sensatez também não está em mim, como podes ver na cor de minha pele. mas como dizer-me lúcido ao contemplar tamanha grandeza no seu jeito de falar-me da poesia que está em ti? dá-me mais finos motivos para viver com a vontade de querer ser uma dupla: incenso & sensação!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
em laço
O laço me pegou.
E me apertou tão forte,
que o invólucro de mim,
parece que parou.
E tu não tornaste,
tua distância nunca mudou.
Meu assento,
preparação para a longa noite,
acompanha-me o olhar para o alto,
à procura de tempo.
À procura do que venha em fases.
Como agora e antes.
E me apertou tão forte,
que o invólucro de mim,
parece que parou.
E tu não tornaste,
tua distância nunca mudou.
Meu assento,
preparação para a longa noite,
acompanha-me o olhar para o alto,
à procura de tempo.
À procura do que venha em fases.
Como agora e antes.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
sei não 2
Ir?
Não.
Encontra-la não é opção.
A quimera é a escolha que faço.
Um Kinder ovo com a surpresa sabida de antemão.
Os sonhos acordam quando abro os olhos.
Não.
Encontra-la não é opção.
A quimera é a escolha que faço.
Um Kinder ovo com a surpresa sabida de antemão.
Os sonhos acordam quando abro os olhos.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
ainda você
Minha cura está na minha culpa,
que,
eu ja sei,
está viva e não será vicária quando vier o arrependimento,
pois que ainda creio,
virá o dia do aconchego em braços brancos,
nos tapetes verdes,
em nuvens azuis e em águas profundas.
Comparados aos pensamento biomecânicos,
meus conhecimentos teológicos não sobrevivem ao movimento do cabelo molhado,
aos pés frágeis,
à indiferença para a idade tão distante.
Não farão, as minhas palavras,
de verdades discretas e tudo será repleto de críticos e crises;
dos pares que chegarão para ver minhas vontades.
A discrição?
Vez terá quando estiver o lençol ou apenas o vento nos cobrindo.
que,
eu ja sei,
está viva e não será vicária quando vier o arrependimento,
pois que ainda creio,
virá o dia do aconchego em braços brancos,
nos tapetes verdes,
em nuvens azuis e em águas profundas.
Comparados aos pensamento biomecânicos,
meus conhecimentos teológicos não sobrevivem ao movimento do cabelo molhado,
aos pés frágeis,
à indiferença para a idade tão distante.
Não farão, as minhas palavras,
de verdades discretas e tudo será repleto de críticos e crises;
dos pares que chegarão para ver minhas vontades.
A discrição?
Vez terá quando estiver o lençol ou apenas o vento nos cobrindo.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
ataranto
Sei lá de notícia,
sei lá da solidão dela,
sei lá se quero saber,
do saber.
Me irrita,
quando ela evita,
de ter esta perdida ilusão
de querer come-la com pimenta ardida.
Que ela não estude em meus livros,
que não escute o que eu digo,
eu não ligo,
mas ser estrela fora do meu céu?
Oh Céus!
Criamos,
não juntos,
dois filhos que,
hoje,
vivem no mesmo teto.
O meu é claro!
Um,
chamo de Andor,
outro de Condor.
Andor é devagar em seu andar
e sempre deixa cair o que com ele carrega.
Já o Condor é muito avoado!
Vivendo assim,
somos quase uma família.
Ela lá com seus maridos
e sua flor,
que sua mãe lhe deu.
Rosa.
Sua mãe.
E eu cá.
Caído.
Deprimido.
Sem ter o que escrever.
sei lá da solidão dela,
sei lá se quero saber,
do saber.
Me irrita,
quando ela evita,
de ter esta perdida ilusão
de querer come-la com pimenta ardida.
Que ela não estude em meus livros,
que não escute o que eu digo,
eu não ligo,
mas ser estrela fora do meu céu?
Oh Céus!
Criamos,
não juntos,
dois filhos que,
hoje,
vivem no mesmo teto.
O meu é claro!
Um,
chamo de Andor,
outro de Condor.
Andor é devagar em seu andar
e sempre deixa cair o que com ele carrega.
Já o Condor é muito avoado!
Vivendo assim,
somos quase uma família.
Ela lá com seus maridos
e sua flor,
que sua mãe lhe deu.
Rosa.
Sua mãe.
E eu cá.
Caído.
Deprimido.
Sem ter o que escrever.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
prueba
Sus ojos tristes
¿dónde están?
sus pequeños pasos
¿donde caminar?
su gran amor
¿de quién será mañana?
donde va mi corazón
¿es donde va tu?
¿porque hay poemas aquí si no estamos juntos?
¿dónde están?
sus pequeños pasos
¿donde caminar?
su gran amor
¿de quién será mañana?
donde va mi corazón
¿es donde va tu?
¿porque hay poemas aquí si no estamos juntos?
sábado, 14 de fevereiro de 2009
4
Glória guarda-a no balde junto à Ti
Vejo-Te assentado colocando tuas coisas ali
Cheio, transborda e entorna
Em Teu entorno,
Em teus;
Por Tua Glória3
Saltei no amor
Voei no amplo
Mirabolante contorcionismo
Trezentos e sessenta, trezentos e sessenta
Mesmo o mesmo, o mesmo
Linha, fio, corda, cabo
Acabamento em frente, em frente!
Próximo!
Jogue o peso, o peso
Pesar
Cento e oitenta, noventa
Quarenta e cinco
Rente ao meio fio
Sarja na sarjeta
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delícia de texto
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