domingo, 1 de março de 2009

ai pai... Esta realidade eu não quero não...


O tabloide inglês 'The Sun' publicou nesta sexta-feira (27) fotos do ator-mirim indiano Azharuddin Mohammed chorando após levar uma suposta surra de seu pai na favela em que mora em Mumbai, na Índia. De acordo com a publicação, o garoto - que foi recebido como herói no país após a vitória do filme 'Quem quer ser um milionário?' no Oscar - teria apanhado por ter se recusado a sair de casa para atender os jornalistas e curiosos que se aglomeravam no local. (Foto: Reprodução/The Sun)

coisos

canção cansa quando alcança o máximo da lembrança
certas cartas cortam o coração quando releio-as
suspiros suspendem o momento de seguir em frente
luas lutam entre ser a mais demorada para ir embora
lágrimas levam poeiras para minha camisa branca

como água...

o amor não é porto de chegada,
apenas de partida,
(sem destino)
é também de parada,
(rápida)
o amor não me convence
não lhe dou tempo,
não me gruda mais na pele,
chega e vai,
(como água da Copasa)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Quá!

ó insensata! que pensas que vais fazer com a nata do leite que me deste? quero fazer biscoitos e tu vens com tuas curas? para passar em minhas queimaduras de sol das horas que fiquei a te esperar? minha querida, a sensatez também não está em mim, como podes ver na cor de minha pele. mas como dizer-me lúcido ao contemplar tamanha grandeza no seu jeito de falar-me da poesia que está em ti? dá-me mais finos motivos para viver com a vontade de querer ser uma dupla: incenso & sensação!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

em laço

O laço me pegou.
E me apertou tão forte,
que o invólucro de mim,
parece que parou.
E tu não tornaste,
tua distância nunca mudou.
Meu assento,
preparação para a longa noite,
acompanha-me o olhar para o alto,
à procura de tempo.
À procura do que venha em fases.
Como agora e antes.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

sei não 2

Ir?
Não.
Encontra-la não é opção.
A quimera é a escolha que faço.
Um Kinder ovo com a surpresa sabida de antemão.
Os sonhos acordam quando abro os olhos.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

ainda você

Minha cura está na minha culpa,
que,
eu ja sei,
está viva e não será vicária quando vier o arrependimento,
pois que ainda creio,
virá o dia do aconchego em braços brancos,
nos tapetes verdes,
em nuvens azuis e em águas profundas.
Comparados aos pensamento biomecânicos,
meus conhecimentos teológicos não sobrevivem ao movimento do cabelo molhado,
aos pés frágeis,
à indiferença para a idade tão distante.
Não farão, as minhas palavras,
de verdades discretas e tudo será repleto de críticos e crises;
dos pares que chegarão para ver minhas vontades.
A discrição?
Vez terá quando estiver o lençol ou apenas o vento nos cobrindo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ataranto

Sei lá de notícia,
sei lá da solidão dela,
sei lá se quero saber,
do saber.
Me irrita,
quando ela evita,
de ter esta perdida ilusão
de querer come-la com pimenta ardida.
Que ela não estude em meus livros,
que não escute o que eu digo,
eu não ligo,
mas ser estrela fora do meu céu?
Oh Céus!
Criamos,
não juntos,
dois filhos que,
hoje,
vivem no mesmo teto.
O meu é claro!
Um,
chamo de Andor,
outro de Condor.
Andor é devagar em seu andar
e sempre deixa cair o que com ele carrega.
Já o Condor é muito avoado!
Vivendo assim,
somos quase uma família.
Ela lá com seus maridos
e sua flor,
que sua mãe lhe deu.
Rosa.
Sua mãe.
E eu cá.
Caído.
Deprimido.
Sem ter o que escrever.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

prueba

Sus ojos tristes
¿dónde están?
sus pequeños pasos
¿donde caminar?
su gran amor
¿de quién será mañana?
donde va mi corazón
¿es donde va tu?
¿porque hay poemas aquí si no estamos juntos?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

4

Glória guarda-a no balde junto à Ti

Vejo-Te assentado colocando tuas coisas ali

Cheio, transborda e entorna

Em Teu entorno,

Em teus;

Por Tua Glória

3

Saltei no amor

Voei no amplo

Mirabolante contorcionismo

Trezentos e sessenta, trezentos e sessenta

Mesmo o mesmo, o mesmo

Linha, fio, corda, cabo

Acabamento em frente, em frente!

Próximo!

Jogue o peso, o peso

Pesar

Cento e oitenta, noventa

Quarenta e cinco

Rente ao meio fio

Sarja na sarjeta

delícia de texto

http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html