lento.
queria que o mundo fosse mais lento.
tento.
quinta-feira, 12 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
ainda não finda
Acho que não me convenço,
quando não me estabeleço,
ou me desfaço daquilo que não esqueço.
Quando fui apagar a luz do jardim é que me lembrei,
ao olhar pra cima e ver a lua clareando o céu,
que eu ainda tenho que lustrar e encerar a mesa grande,
aparar as plantas mortas,
controlar o arremesso da bola de basquete em um aro que não para de diminuir.
Depois, deitar no berço esplêndido do seio branco.
Imagino até hoje,
que seu céu nos terá,
juntos,
debaixo dele.
Meus braços me cansam quando estico pra pegar qualquer coisa,
catar uma fruta,
repor um passarinho que caiu do ninho.
Para melhorar este sintoma da dependência de querer pegar coisas impossíveis,
aposto na ajuda de pessoas amáveis que possam entender que eu preciso ser admirado.
Mesmo caído,
mesmo sem surtir o efeito que quero,
quando olho para o alto e simplesmente peço,
com olhos, nem uma palavra digo,
eu ofereço meus escritos,
minha vida à procura de seu amor.
De qualquer amor.
Passageiro,
ligeiro,
sem vergonha de dizer que acaba,
que ficou teso ou que orelha não escuta o que a boca fala.
Volto para o céu, e, ver aquela claridade,
se expondo,
se consumindo,
sem se importar que se acaba,
me coloca em uma posição de giro,
de satélite naturalmente atraído por alguém que,
por não ter sido,
me será um céu.
Uma lua atrás da outra.
quando não me estabeleço,
ou me desfaço daquilo que não esqueço.
Quando fui apagar a luz do jardim é que me lembrei,
ao olhar pra cima e ver a lua clareando o céu,
que eu ainda tenho que lustrar e encerar a mesa grande,
aparar as plantas mortas,
controlar o arremesso da bola de basquete em um aro que não para de diminuir.
Depois, deitar no berço esplêndido do seio branco.
Imagino até hoje,
que seu céu nos terá,
juntos,
debaixo dele.
Meus braços me cansam quando estico pra pegar qualquer coisa,
catar uma fruta,
repor um passarinho que caiu do ninho.
Para melhorar este sintoma da dependência de querer pegar coisas impossíveis,
aposto na ajuda de pessoas amáveis que possam entender que eu preciso ser admirado.
Mesmo caído,
mesmo sem surtir o efeito que quero,
quando olho para o alto e simplesmente peço,
com olhos, nem uma palavra digo,
eu ofereço meus escritos,
minha vida à procura de seu amor.
De qualquer amor.
Passageiro,
ligeiro,
sem vergonha de dizer que acaba,
que ficou teso ou que orelha não escuta o que a boca fala.
Volto para o céu, e, ver aquela claridade,
se expondo,
se consumindo,
sem se importar que se acaba,
me coloca em uma posição de giro,
de satélite naturalmente atraído por alguém que,
por não ter sido,
me será um céu.
Uma lua atrás da outra.
domingo, 8 de março de 2009
internacional
não acredito nisto. nisto de um dia apenas. parece que tudo muda em função de um dia. plantões são criados para que se atenda à memória de última hora. flores enviadas, criando situaçõe almejadas antes. de qualquer forma camas arrumadas. leitos maculados e maculosos. vazio em relacionamentos o mundo desperta para mais um dia. internacional.
são pensamentos
Eu quero uma morada nova.
Onde eu não tenha que trancar a porta,
nas noites como estas de verão.
Não mais que o tempo sentido.
Não há o que imaginar,
do que ainda não vivido.
Quero platéia de dois.
Para olhares únicos,
somente dois de copas.
Sem comentários depois.
Comida na mesa,
carne servida e mordida.
Vou ter seu olhar em minha expressão.
Como amantes de muitos anos,
um pedaço de ser em outro.
Poesia em fases da lua.
Onde eu não tenha que trancar a porta,
nas noites como estas de verão.
Não mais que o tempo sentido.
Não há o que imaginar,
do que ainda não vivido.
Quero platéia de dois.
Para olhares únicos,
somente dois de copas.
Sem comentários depois.
Comida na mesa,
carne servida e mordida.
Vou ter seu olhar em minha expressão.
Como amantes de muitos anos,
um pedaço de ser em outro.
Poesia em fases da lua.
vamos
Cada vez que te vejo,
é como eu vejo seu desejo.
Estampado em você,
está um pedaço igual ao meu,
correndo e se jogandode encontro ao que almejo.
E quando tudo separa,
ou quando vem a solidão,
me esforço,
como agora,
para ser mais sim do que o não.
Agite-se pelo consolo,
busque a mão que conforta,
veja com o que realmente importa,
e a volta será bem menor,
que os 18.000 metros da lagoa.
é como eu vejo seu desejo.
Estampado em você,
está um pedaço igual ao meu,
correndo e se jogandode encontro ao que almejo.
E quando tudo separa,
ou quando vem a solidão,
me esforço,
como agora,
para ser mais sim do que o não.
Agite-se pelo consolo,
busque a mão que conforta,
veja com o que realmente importa,
e a volta será bem menor,
que os 18.000 metros da lagoa.
sábado, 7 de março de 2009
mensagens
Umas metades,
ficam cheias de amor,
pintadas de toda cor,
conquistadas pelo outro.
Outras partes,
estão à beira.
cheias de necessidades.
repletas de vontades.
Fechadas conversas,
que espantam,
ditas pelas metades,
incompletas mensagens.
Cortes estranhos,
cortam entranhas,
corações raspados,
arrancados pedaços.
Ligar as metades,
ligar as máquinas,
ligar o conquistado,
ligar para o outro.
Do outro lado.
ficam cheias de amor,
pintadas de toda cor,
conquistadas pelo outro.
Outras partes,
estão à beira.
cheias de necessidades.
repletas de vontades.
Fechadas conversas,
que espantam,
ditas pelas metades,
incompletas mensagens.
Cortes estranhos,
cortam entranhas,
corações raspados,
arrancados pedaços.
Ligar as metades,
ligar as máquinas,
ligar o conquistado,
ligar para o outro.
Do outro lado.
quinta-feira, 5 de março de 2009
irá?
na ira apenas para rima.
na ida para ir na mira,
mira na ida.
as águas da rainha,
as anáguas da menina.
da antiga que não queria,
que não queria ser antiga,
com anáguas a menina.
apenas pra não gritar,
(qual o nome da pequenina?)
o quanto ela queria.
na ida para ir na mira,
mira na ida.
as águas da rainha,
as anáguas da menina.
da antiga que não queria,
que não queria ser antiga,
com anáguas a menina.
apenas pra não gritar,
(qual o nome da pequenina?)
o quanto ela queria.
tá?
seria capacitado de amores
teria todos os detalhes
comeria todos seus gostos
viveria réu na paixão
quantos?
oito dias.
teria todos os detalhes
comeria todos seus gostos
viveria réu na paixão
quantos?
oito dias.
habitarás a caixa
habitarás a caixa vazia
apenas forrada da vontade
de ser algo para ninguém.
viverás em memória querida
no alto do mastro
que única de longe seria.
acreditarás no consenso
de todo um coração
único que seu seria.
apenas forrada da vontade
de ser algo para ninguém.
viverás em memória querida
no alto do mastro
que única de longe seria.
acreditarás no consenso
de todo um coração
único que seu seria.
outro
são vazias
são curtas
não escutas
não lês
sim vês
sim és
são nada
são parcas
são tantas
não paras
não para...
são curtas
não escutas
não lês
sim vês
sim és
são nada
são parcas
são tantas
não paras
não para...
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