quinta-feira, 16 de abril de 2009

duas vezes

...
- alô?
- alô? escuta eu não agüento mais...
- ...
- eu amo você!

fontes

apertado em imensos lugares largos,
mergulho em águas doces passadas,
lua voltada para o direito reescrito de meigamente deitado
e cuidado por palmas abertas sobre cabeça.
guarda de palavras discricionárias do ser surpreendente
com tempos vindos agora e de porvir.
lembretes desdobrados pelos gelos contidos nos ventos trazidos,
traduzindo o passado despercebido com étereos motivos de serem novamente vividos. mostra testa.
lenço solto.
ave noturna em beira de rio da memória resgate.
espaço ocupado.
todo. toda.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

escrevo

não voou onde desejas
não vou até ao que queria.
ínsito
no ir
no contar.
cheguei à beira da gare
e embora ainda atravesse dormentes
minha parada é final.
escrevo
mas
penso em não.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

páscoa

alô? todos sabem o que é Páscoa? nãããão!!!!?????
Páscoa quer dizer passagem. quando veio uma das pragas sobre o povo egípcio, que não queria libertar o povo judeu da escravidão, para que não pagasse o bom pelo mau, foi colocada uma marca nas portas das casas de modo a diferenciar quem era judeu e quem era egípcio. assim quando a praga passou dizimando os filhos primogênitos, esta marca livros os judeus de serem atingidos. é isto. passagem então é páscoa para lembrar este momento de livramento. depois, bem mais tarde, esta marca vira uma imagem de Jesus como o responsável por ser esta marca sobre a vida das pessoas. do que esta marca livra já é outros posts. e aí? é isto?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

à maneira paradoXal

veloz... o pensamento
e mais rápida a decisão do contorno final da letra. quando assentei o assunto que estava aqui saiu correndo para receber a dívida não paga em outras plagas, pragas não me pegam descoberto pelo Santo. Falando agora de tudo que sempre falo eu digo que o perigo era o encontrão no meio e o seu seio à mão. aparecendo parecido com me pega e suga mas não agora. apenas com os olhos que seu toque mais forte é o amor que tem por mim. você diria e riria cá pois dito pela dita nem creio. esta verdade dita nunca foi dita por sua boca bonita. nem preciso de concordar com o final para parecer ritmado. o cadeado aberto pela chave verde de olhos tão fugidios me liberta de contar sílabas ou estrofes mal dormidas companheiras desta vontade de te ter minha querida.

ou fora de área

porque você não pisca para mim?
esta sua pasmaceira, sabe o quê indica?
porque o tuuuu....tuuuu....tuuuu não acaba em alô?

abulo

perder as esteiras na volta da praia.
quando atravessa a avenida é que gritaram para que voltasse para pegá-las.
é a volta que o desanimou.
não quer voltar!
não deseja ver o corpo quase,
ou totalmente nu.
não suporta que o espere,
deitada pela autoria da sua estória.
a força não está com ele.
está no lado escuro do quarto.

sim amar, sim!

Quero escrever,
Não palavras!
Quero ouvir,
Não falar!
Quero gritar,
Não voz!
Quero amar,
Sim amar!

domingo, 5 de abril de 2009

viver o tempo

chegara quase vivo.
era quase inteira sua certeza de amá-la.
tempo.
era bom que existisse tanto espaço, tantas palavras.
consolos, é o que eram.
os sentimentos se não eram novos, se não controlados, eram todos humanos demais.
sublimes demais.
mesmo a tristonha certeza, era capaz de apagar a falta de razão de viver.
afinal viver,
era paixão,
desencontros, incompreendidas suspeitas de amor, diferenças de matérias mortais.
agora o sono,
era pedido que vinha mais cedo e dormir ajudava.
sonho?
não tinha,
era sintoma de esquizofrenia, que sabia ter herdado.
ou adquirido enquanto vivia se apaixonando por todas que eram como ele.
daqueles tipos que ouvem o outro chamar o nome.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

delícia de texto

http://perdendo-o-medo.blogspot.com/2011/07/dueto-virtual-de-um-romance-astral.html