me baste.
por tantas horas de um único dia.
não lembrarei de ontem.
não quero o amanhã.
sou seu.
apenas hoje.
te basto?
este texto é um comment feito no blog da talita
sábado, 25 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
brincando
diria em teus olhos
se o olhar estivesse tão perto
teus dedos estão no meu espaço
toque-me
com palavras surreais
rápido que esta fase passa.
se o olhar estivesse tão perto
teus dedos estão no meu espaço
toque-me
com palavras surreais
rápido que esta fase passa.
nem eu
oferta na feira da vida, ela não vira, não olha, não aceita.
é muito barulho, vozes iguais, roucas, agudas, enlouquecidas palavras.
ritmo igual para todos os saídos de universidades, internatos rurais, escolas dominicais.
onde dividir a escolha, o caminho, as pessoas, diferenciar o que é meu ou do outro.
oração, reza, zen, medito, penso, filosofo.
filósofos, pastores, padres, mestres, quem são os indicadores perguntam todos.
onde? qual o caminho seguir? qual sacrifício? nenhum? por quem?
a face dos irmãos são parecidas demais. tornam-se mais comuns que os outros.
esta pele nórdica, estes olhos, céus!
este texto perdido, lembrando-me, por onde fui?
é muito barulho, vozes iguais, roucas, agudas, enlouquecidas palavras.
ritmo igual para todos os saídos de universidades, internatos rurais, escolas dominicais.
onde dividir a escolha, o caminho, as pessoas, diferenciar o que é meu ou do outro.
oração, reza, zen, medito, penso, filosofo.
filósofos, pastores, padres, mestres, quem são os indicadores perguntam todos.
onde? qual o caminho seguir? qual sacrifício? nenhum? por quem?
a face dos irmãos são parecidas demais. tornam-se mais comuns que os outros.
esta pele nórdica, estes olhos, céus!
este texto perdido, lembrando-me, por onde fui?
domingo, 19 de abril de 2009
ainda
os olhos em minhas costas, imaginação,
levaram-me a escrever trezentas cartas, duas poesias, quatro contos curtos.
onde conto o gasto do tempo; dezesseis horas no máximo e no mínimo,
o choro compulsivo e obsessivo por alguém que queria a mão na nuca,
o agachado ao lado.
era pouco.
mas era o muito que queria,
fazia o sentido parecer ser todo o sentido da vida, naquele momento.
era.
pelos olhos, pela vontade, que pensava ser igual,
que foram vistos juntos em bares, em vales, serras, cachoeiras. em camas nunca.
não houve tempo, o chão via as roupas e as paredes e móveis receberiam os corpos.
e as janelas? fechadas, cortinas abertas; para o ar não entrar,
os cheiros não saírem e os olhos, de alguns, verem:
o único momento que eram tudo, todos, o mundo, a vida.
sair e ter uma vida normal, depois de serem o mesmo ser, parece simples demais. mundano demais. tem que ser diferente.
então abro os olhos.
imaginar-te é ainda uma vergonha, uma tristeza de amanhã, já hoje.
desde ontem.
deve-se ao sofrido, meu sofrimento?
devo render-me silencioso ao que chamo de "não sei"?
conhecida por muitos, quase trezentos e cinqüenta, não a conheci, nem reconheci quando disse nada.
nada.
algo que precisamos, alguém que queira dá-lo.
alguém que queiramos dar-nos.
não sei. ainda não sei.
certezas de dúvidas que depois, de anos, se esquece, se desdenha.
arrumas outras. outra.
ou a mesma.
levaram-me a escrever trezentas cartas, duas poesias, quatro contos curtos.
onde conto o gasto do tempo; dezesseis horas no máximo e no mínimo,
o choro compulsivo e obsessivo por alguém que queria a mão na nuca,
o agachado ao lado.
era pouco.
mas era o muito que queria,
fazia o sentido parecer ser todo o sentido da vida, naquele momento.
era.
pelos olhos, pela vontade, que pensava ser igual,
que foram vistos juntos em bares, em vales, serras, cachoeiras. em camas nunca.
não houve tempo, o chão via as roupas e as paredes e móveis receberiam os corpos.
e as janelas? fechadas, cortinas abertas; para o ar não entrar,
os cheiros não saírem e os olhos, de alguns, verem:
o único momento que eram tudo, todos, o mundo, a vida.
sair e ter uma vida normal, depois de serem o mesmo ser, parece simples demais. mundano demais. tem que ser diferente.
então abro os olhos.
imaginar-te é ainda uma vergonha, uma tristeza de amanhã, já hoje.
desde ontem.
deve-se ao sofrido, meu sofrimento?
devo render-me silencioso ao que chamo de "não sei"?
conhecida por muitos, quase trezentos e cinqüenta, não a conheci, nem reconheci quando disse nada.
nada.
algo que precisamos, alguém que queira dá-lo.
alguém que queiramos dar-nos.
não sei. ainda não sei.
certezas de dúvidas que depois, de anos, se esquece, se desdenha.
arrumas outras. outra.
ou a mesma.
dez
compromisso escrito e assinado com observadores às costas,
e paletós à frente.
em papéis grandes e grossos.
depois virá a grossura das respostas à perguntas imbecis.
muchochos de semanas.
trepadeira arrancada e perna cruzada.
reservas de mercado enquanto compra mercado.
plantas desaparecidas para sempre pela sequidão afora.
peso ao carregar pequenas e pequenos mineradores.
vida passando, idiotamente levada por ela.
estalo. barulho. nada.
doer é sina para o levantar lá na frente.
adquirido tempo para quem não tiver tempo.
e paletós à frente.
em papéis grandes e grossos.
depois virá a grossura das respostas à perguntas imbecis.
muchochos de semanas.
trepadeira arrancada e perna cruzada.
reservas de mercado enquanto compra mercado.
plantas desaparecidas para sempre pela sequidão afora.
peso ao carregar pequenas e pequenos mineradores.
vida passando, idiotamente levada por ela.
estalo. barulho. nada.
doer é sina para o levantar lá na frente.
adquirido tempo para quem não tiver tempo.
sábado, 18 de abril de 2009
ilógica ilusão (poesia de maria)
A ilógica
ilusão de
se iludir
com as palavras que
são ilógicas
que nos iludem
a cada manhã...
http://maricontando.blogspot.com/
ilusão de
se iludir
com as palavras que
são ilógicas
que nos iludem
a cada manhã...
http://maricontando.blogspot.com/
beija espelho
não me assusto com o que encontro,
da primeira vez que me vejo,
quando me olho no espelho e encaro o que está em minha alma.
é tudo tão novo, apesar de existirem, algumas coisas há tempos,
é tudo tão interessante, que amenizo o susto e às vezes até o medo do que encontro, com a curiosidade de ser igual a todos, um pouco em mim.
(este texto é um comentário feito em um post do blog http://codinomebeija-flor-esfinge.blogspot.com/)
da primeira vez que me vejo,
quando me olho no espelho e encaro o que está em minha alma.
é tudo tão novo, apesar de existirem, algumas coisas há tempos,
é tudo tão interessante, que amenizo o susto e às vezes até o medo do que encontro, com a curiosidade de ser igual a todos, um pouco em mim.
(este texto é um comentário feito em um post do blog http://codinomebeija-flor-esfinge.blogspot.com/)
sow, sow
pode ser por aqui
que despeje tudo
que sinta tudo que se há.
pode ser que seja
que se esteja apenas.
mas tem sido tanto
que
agora espero.
pode uma palavra
pode ser rimada
pode nem
ter travessão.
pode ter certeza
pode.
pode ser incerta
pode saudade ansiosa.
pode ser que seja
duas cores apenas
e uma pena.
que despeje tudo
que sinta tudo que se há.
pode ser que seja
que se esteja apenas.
mas tem sido tanto
que
agora espero.
pode uma palavra
pode ser rimada
pode nem
ter travessão.
pode ter certeza
pode.
pode ser incerta
pode saudade ansiosa.
pode ser que seja
duas cores apenas
e uma pena.
pelo visto
- seu vista trava?
- oi?
- net, o meu... mas, o seu trava ou não?
- o teclado?
- não. o vista.
- oi?
- oi?
- net, o meu... mas, o seu trava ou não?
- o teclado?
- não. o vista.
- oi?
escrito
- como assim?
- não posso!
- eu não acredito...
- ...
- mas, e eu?
- eu avisei antes!
- mas o que eu faço?
- não posso fazer nada!
- como assim?
- você está confundindo, sei lá!
- pode ser, mas explicar não resolve...
- eu não posso fazer nada!
- o que eu faço? esqueço, jogo fora?
- esquece, sei lá!
- como?
- eu não sei. você só fala disto!
- eu não entendo. por isto.
- muda de assunto!
- eu?
mudo
- não posso!
- eu não acredito...
- ...
- mas, e eu?
- eu avisei antes!
- mas o que eu faço?
- não posso fazer nada!
- como assim?
- você está confundindo, sei lá!
- pode ser, mas explicar não resolve...
- eu não posso fazer nada!
- o que eu faço? esqueço, jogo fora?
- esquece, sei lá!
- como?
- eu não sei. você só fala disto!
- eu não entendo. por isto.
- muda de assunto!
- eu?
mudo
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