perco
tempo.
perco
no
tempo
amando.
perco
tempo
não
amando.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
basta
Basta! Basta apenas que tudo seja do amor.
A procura,
o achar e perder.
E me perdendo,
me achar todo,
completo, como se cheio.
Me basta?
A procura,
o achar e perder.
E me perdendo,
me achar todo,
completo, como se cheio.
Me basta?
diferente
Já não poderia contar com a difernça para saber qual era a diferença que fazia-o sentir-se diferente ou diferenciado, já que agora não fazia diferença. Apesar que nele, a diferença era sentida sempre como sendo algo que fazia-o se sentir-se caminhando para algo que fazia sentido. Diferentemente de quase todo o resto das pessoas que caminhavam como ele mas não pensavam tal e qual. Estranho que não fazer diferença o perturbasse - pois que era diferente - então, que diferença fazia?
sábado, 27 de março de 2010
parece prece
o amor parece que tira a gente da guerra
o amor parece que quer nos cercar
o amor parece nos trazer palavras guardadas
parece que aparece quando as coisas são más
parece coisa de outro mundo que queremos estar
parece lembrar sonhos que nunca acabaram
parece nos fazer lembrar criancices
o amor aparece e tudo é sim
o amor aparece vindo de fora
o amor aparece aqui dentro
o amor parece que apareceu pra mim
o amor parece que quer nos cercar
o amor parece nos trazer palavras guardadas
parece que aparece quando as coisas são más
parece coisa de outro mundo que queremos estar
parece lembrar sonhos que nunca acabaram
parece nos fazer lembrar criancices
o amor aparece e tudo é sim
o amor aparece vindo de fora
o amor aparece aqui dentro
o amor parece que apareceu pra mim
terça-feira, 23 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
vales!
vales...
vales pelo que tu andas ou pelo o que vais andar?
vales...
vás à andar pelos vales ou vais à vau me passar?
vales...
tanto vales que tu não vais de mim.
vales, tu vales.
vales pelo que tu andas ou pelo o que vais andar?
vales...
vás à andar pelos vales ou vais à vau me passar?
vales...
tanto vales que tu não vais de mim.
vales, tu vales.
terça-feira, 16 de março de 2010
quando?
quando TUDO dorme, meu SONHO some, minha vida PARA.
quando a SUA voz dorme, meu grito INTERNO acorda.
quando a SUA voz dorme, meu grito INTERNO acorda.
sexta-feira, 12 de março de 2010
estes esses
S de seu
de sua
de sou
de suar
de sacanagem
de sono
de sinto
de sobe
de sente
de sinta
de ser
de só
de sós
de somos
de sentar
de sotaque
de saborear
de saudade
de surtar
de solidão
de saber
de sonhar
de sorrir
de somar
de seguir
de sublime
de...
(me socorre?)
de sua
de sou
de suar
de sacanagem
de sono
de sinto
de sobe
de sente
de sinta
de ser
de só
de sós
de somos
de sentar
de sotaque
de saborear
de saudade
de surtar
de solidão
de saber
de sonhar
de sorrir
de somar
de seguir
de sublime
de...
(me socorre?)
domingo, 7 de março de 2010
Falta
Não. Não é saudade.
É falta.
É necessidade básica.
De ter ao lado, de esticar a mão.
De deitar no colo. De sentir que tudo vai bem.
Ou que ficará logo, logo.
É uma raiva contida pela possibilidade e pela impossibilidade.
De ser um dia possível e de ser hoje impossível.
É a incompreendida alegria distante de mim.
É parado e quieto com palavras para dizer.
É estar só, e no entanto, ter tão presente que a ausência preenche, toma tudo, revela-se dona.
É precisar o querer. É querer não precisar.
É precisa a falta. Falta.
E só.
quinta-feira, 4 de março de 2010
23 dias
Acordei aos 23 do primeiro ano.
Havia me sentido, até então, como se não houvesse amado nada mais profundo quanto um copo.
Quando vieram os outros dias, e, sobre eles o complemento dos saberes e quereres, foi que nasceram as pontas dos dedos.
E tudo que agora me alimento, é deste observar de espera, desta convicção de amante da profundidade que há de existir. Não gostaria de olhar ao longe, mas lá já estive, uma única.
Meus braços se abriram ao abraço de tanto desejo, de tantas poucas horas, de tanto ouvires para entender, de aceitar melhor o tanto querer.
Rogo aos olhos, ao olhar, ao seu observar, que se olhe do alto, bem alto, para serem vistos;
o espaço a ser dançado, os ares para voar, as palavras para se ocupar.
E quando for pedido o silêncio ou gemido, suores e movimento, se torne, não o tudo, não o nada, mas apenas nos tornem os dias, como aos 23.
Havia me sentido, até então, como se não houvesse amado nada mais profundo quanto um copo.
Quando vieram os outros dias, e, sobre eles o complemento dos saberes e quereres, foi que nasceram as pontas dos dedos.
E tudo que agora me alimento, é deste observar de espera, desta convicção de amante da profundidade que há de existir. Não gostaria de olhar ao longe, mas lá já estive, uma única.
Meus braços se abriram ao abraço de tanto desejo, de tantas poucas horas, de tanto ouvires para entender, de aceitar melhor o tanto querer.
Rogo aos olhos, ao olhar, ao seu observar, que se olhe do alto, bem alto, para serem vistos;
o espaço a ser dançado, os ares para voar, as palavras para se ocupar.
E quando for pedido o silêncio ou gemido, suores e movimento, se torne, não o tudo, não o nada, mas apenas nos tornem os dias, como aos 23.
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delícia de texto
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