Vivo sim,
se vivo pra contar,
eu vivo sim.
Se eu tenho um papel eu canto assim.
A imagem do teatro eu tenho aqui,
e se conto tudo,
isto não é só por mim.
A lenda será também sua,
em mim.
Agora é inútil dizer tanto,
quem nos ama nos separa,
amanhã não viverei mais este tanto.
Bom dia para a decisão.
Não é importante um sinal,
hoje o que nos separa me diz claramente não.
E você, vê meu sinal?
Os batalhões que passam,
são feitos de espuma do mar.
O amor não tem a partida,
apenas a chegada.
Eu vivo sim.
Até o fim.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
dito
Para que dizer?
tudo já foi dito,
foi sentido,
foi absorvido.
Pelos poetas,
pelos amados.
Mas não é meu este ditado.
Para que sentir?
Não deve ser gritado,
é sem sentido,
não pode ser amado.
Pelos poetas,
pelos amados.
Este é o veredicto.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
meia-noite
Eu preciso que abra a porta por um momento
Preciso te ver face a face,
preciso que mude esta história.
Não fui eu que a escrevi,
Por isto a acho tão estranha.
O universo é grande
Mas nem isto cabe o que tenho sentido.
Nem mesmo o maior calor pode derreter,
Nem a força maior pode derrotar,
O que sinto neste dia.
E agora o que quero é que de novo venha
E me faça entender esta história.
Retorne-me seu calor
Porque somente eu sei o frio.
Perdido estou sem você,
Nem enxergo seu caminho.
Quando a meia-noite chegar,
Não sei se estarei pronto.
Tenho a esperança que me ligue nesta hora
Porque eu sei o amor que tem para me dar.
Você tem me procurado mais do que eu,
Por isto me sinto doente, não consigo te ver.
Eu preciso da sua cura ,
Antes da meia-noite.
Uma pequena luz me trará a resposta
Que preciso para entender esta história.
Preciso te ver face a face,
preciso que mude esta história.
Não fui eu que a escrevi,
Por isto a acho tão estranha.
O universo é grande
Mas nem isto cabe o que tenho sentido.
Nem mesmo o maior calor pode derreter,
Nem a força maior pode derrotar,
O que sinto neste dia.
E agora o que quero é que de novo venha
E me faça entender esta história.
Retorne-me seu calor
Porque somente eu sei o frio.
Perdido estou sem você,
Nem enxergo seu caminho.
Quando a meia-noite chegar,
Não sei se estarei pronto.
Tenho a esperança que me ligue nesta hora
Porque eu sei o amor que tem para me dar.
Você tem me procurado mais do que eu,
Por isto me sinto doente, não consigo te ver.
Eu preciso da sua cura ,
Antes da meia-noite.
Uma pequena luz me trará a resposta
Que preciso para entender esta história.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
nada é tudo
Meu filho saiu carregando a bananeira que cortei ontem. Ele gosta de fazer força. Eu também. Faço uma força enorme pra esquecer. Saio andando pra ver se me sai a lembrança, a doença que me mantém vivo. Eu preciso dela por agora. Mimetismo. Com ela eu vejo as fotos antigas com mais contraste. E as mais novas, nem preciso retocar. Tudo na minha vida é lembrança. Do que já foi, e o que ainda há de ser ponho mais pra frente , pois penso que não verei as coisas prontas.Vejo que as flores aparecem sem ninguém pedir. Meu olho tá ficando treinado em ver coisa bonita. Ou tá tudo lindo ou eu só ando em lugar bom. Não existe nada mais bonito que um olhar. Que eu dou ou que alguém olha. Onde ficarão tantas memórias se eu não conseguir escreve-las no papel? Se ficarem só comigo, elas fizeram bem em nascer? Não posso deitar, nem tomar banho de sol, nem suco de abacaxi enquanto eu não der um nome pra rosa. Aquele cacho de banana eu separei para Paulinho. Tem algumas coisas tão belas nesta vida que não agüento ficar olhando. Tenho que dizer logo que eu apaixono. É uma obrigação para quem sabe que não é nada nosso.
terça-feira, 22 de julho de 2008
você. é você mesma!
Estou cansado de procurar. De procurar nas florzinhas um rosto iluminando os lugares. De procurar na paisagem uma passagem de tempo para um lugar em que não estive ainda. Estou entediado de buscar uma palavra só que me abra a verdade que nem saberei ouvir. Estou sentindo uma chateação imensa ser somente eu o que não sabe o que está acontecendo. Atrás dos morros eu fui e vi você lá. Quando estou quase querendo seu rosto, você aparece tão perto. Anda onde eu ando, mas não te vejo, não te apanho na árvore. Fruta, flor, linda. Sinto o frio que sente, sinto o sol que sente. Tem companhia para amanhã e para hoje também? Estou pedindo um colo, um ombro, um olhar de será possível.
em você
não me importo se é como é. se é como quer. se durmo e acordo sonhando.
se ligar não é o forte. se dúvida é meu nome. se respirar sempre é difícil. se a lua é só minha. se minhas caminhadas não acabam. se a paisagem não é dividida. se a comida sempre sobra. se o sol acaba sempre mais cedo. se todo som é o seu. não me importo pois vou vivendo. se ficou algo em você.
se ligar não é o forte. se dúvida é meu nome. se respirar sempre é difícil. se a lua é só minha. se minhas caminhadas não acabam. se a paisagem não é dividida. se a comida sempre sobra. se o sol acaba sempre mais cedo. se todo som é o seu. não me importo pois vou vivendo. se ficou algo em você.
domingo, 20 de julho de 2008
seu
meu ponto de fuga são seus olhos. sua voz. seus sonhos. sua lógica que não quero entender./
meu sonho que sei passageiro. minha vigília. meu sono, sonho e despertar. minha refeição.
minha amante. meu sexo indisponível. meu toque suave na pele. /
minha volta ao caminho. minha vitória. minha musa. você é o que não sei. desconheço./
minha distância. meu ponto de chegada em todos os dias. minha bandeira. meu alcance./
meu ânimo vem de algo seu. indiscutível. inegociável. intransponível. /
flor, flores, água, de fora, aqui dentro. você me lembra, hoje, meu ontem. /
você é meu livro, minha poesia e meu porto./
seu futuro é seu. e desejo que seja o seu.
meu sonho que sei passageiro. minha vigília. meu sono, sonho e despertar. minha refeição.
minha amante. meu sexo indisponível. meu toque suave na pele. /
minha volta ao caminho. minha vitória. minha musa. você é o que não sei. desconheço./
minha distância. meu ponto de chegada em todos os dias. minha bandeira. meu alcance./
meu ânimo vem de algo seu. indiscutível. inegociável. intransponível. /
flor, flores, água, de fora, aqui dentro. você me lembra, hoje, meu ontem. /
você é meu livro, minha poesia e meu porto./
seu futuro é seu. e desejo que seja o seu.
sábado, 19 de julho de 2008
sorriu?
Sou homem. Cobiço seu corpo como sexo, remediável apesar. Desejo conhecer sua mente de mulher, seu sentimento profundo, medos, sonhos perdidos, adiados e transponíveis logo ali. Abraço seu abraço não como fazem outros, e sim como outro faria se minha fosse. Seu sorriso é boca para meu beijo, meu gosto e o seu hálito. Quero seu cabelo dividindo meus dedos e na palma da minha mão. O que digo, diria em qualquer outro momento, pessoa. Mas não estou em outro lugar do mundo e sim aqui. Pode acontecer somente para um e o outro a inspirar para o próximo. Quem estará com você no seu momento, jamais serei eu. Mas não haverá perda enquanto não houver seu ganho. Tenho a impressão, espero que falsa, que não existe nenhum tipo de perda para você. Inspirar a amar e ser amado toca a fila a andar. Gostar penso ser temporário. Por isto o tempo que fosse para mim seria o que me bastou. A outra preocupação é mais de ego, de estudioso, de filosofo; você em algum momento sorriu?
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Bastião
Comunicado estou. Ela já partiu. Está em outro. Eu é que continuo a tentar pensar como poeta. Profundo no sublime momento de falar, dizer-me, contar e vomitar. É meu. Tudo. Subir ao monte e deitar. Mergulhar, era. Deitar e sentir que, acima, virá algo pesado a sobrepujar, compactar ao solo, ao real, irreal, passagens e passagens. Gosto de mim e me preciso vivo, por isto estou presentindo, que, vivo valho o valor do daqui a pouco, logo ali, na segunda em diante. Pedir ao poço que repita a operação, será pedir demais? Olhar o deserto sem saber se falta pouco, me falta muito. Ainda. Mas a faina, entediada, me chama de volta. Cheio estou no vão entre as pernas e basta-me que me sente e descanse de todo, de tolos, de ouros e brincos que não serão meus. Basta. Basta isto e serei. Eu, meu último bastião.
Acena
Como miragem,
apagando
ao ser concreta.
Como quem chega,
inesperada
surpresa.
Necessidade criança,
desligada,
sem vida.
Amores vistos
desentendidos
inexplicáveis.
Agora partida,
adeus,
aceno de mão, não.
Mas a vida,
mais a vida,
mais da vida.
apagando
ao ser concreta.
Como quem chega,
inesperada
surpresa.
Necessidade criança,
desligada,
sem vida.
Amores vistos
desentendidos
inexplicáveis.
Agora partida,
adeus,
aceno de mão, não.
Mas a vida,
mais a vida,
mais da vida.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
trocada
Onze da noite e alguém me chama lá fora. Vejo rosa vermelha no meu jardim. Na manhã que chegou aqui ela plantou algo. Não sei o que foi. Mas nasceu. Meu coração ficou igual boca de peixe procurando ar do lado de fora d'água. Abertinho da silva. Quando encostei em sua cintura a primeira vez achei que ia me chamar pra dançar. E não parei até agora. Uma hora é tango outra música brasileira mesmo. Pra prestar atenção na letra. Nas coisas que dizem os poetas, trovadores. Enxergo você com um olho só. O outro fica saindo pra passear. De soslaio. O tempo todo eu busco uma imagem, uma escultura. Só tem a sua nas lojas da internet. Criei um tal de blog pra colocar as rosas que achei no meu jardim quando fui lá fora com você.
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