Quando permaneço longo tempo próximo ao intocável, percebo melhor o contorno de tudo que vai, ou o que está imóvel.
Fotografo o movimento e dou-lhe a forma de um rosto.
Ou quando quero filmar vejo o balanço, pra lá e pra cá, como se fosse cabelo dançando.
Aquelas cores verdes, marrons, cinzas ou rosas, me emocionam até eu ver outra e mais outra e depois outra.
Vou sem pés e o corpo em seguida mergulha em rasante sobre tudo que passo a amar.
Existe silêncio na voz mais gritante, existe melodia nas folhas que caem.
Há uma doçura no vento e caminhar contra ele é me levar ao destino que me quer.
Espero, sem perder a esperança, pois ela me vem sempre que me lembro, sempre que sonho, sempre que imagino, sempre que desenho seu contorno, de seu rosto, em tudo que acredito agora.
domingo, 28 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
aperta meu ombro
O teu braço dá a volta e me aperta do lado contrário,
Do lado de lá eu te olho e não vejo teu olhar,
Acelero o mais que posso mas levanta a cabeça e deixa-me,
Quando mergulho não escuto e não vejo o meu desejo,
Mas te vejo dentro de mim.
Como partir sem saber se me quer,
Sem olhar para trás e esperar que venha me ouvir.
Escuta agora meu pedido de perdão.
Mando embora o que não pode ser seu,
O que não podia aparecer.
Você caminha sobre os paralelepípedos,
Atravessa a mata fechada e reservada,
E eu quieto escrevo no ímpeto,
Não estou só, estou somente esperando o não.
Do lado de lá eu te olho e não vejo teu olhar,
Acelero o mais que posso mas levanta a cabeça e deixa-me,
Quando mergulho não escuto e não vejo o meu desejo,
Mas te vejo dentro de mim.
Como partir sem saber se me quer,
Sem olhar para trás e esperar que venha me ouvir.
Escuta agora meu pedido de perdão.
Mando embora o que não pode ser seu,
O que não podia aparecer.
Você caminha sobre os paralelepípedos,
Atravessa a mata fechada e reservada,
E eu quieto escrevo no ímpeto,
Não estou só, estou somente esperando o não.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
dizer
Difícil é dizer sabendo que não poderia ser dito,
Ter sentido é o inverso do que sinto.
Minhas são as dores de ter o querer em todo tempo,
Temer o que não vejo e que está em todo lugar,
É o que eu não entendo.
Onde abandonar, quando largar na caminhada o que pesa,
Com que pesar penso em não carregar,
O que completamente me esvazia,
Constantemente é assim que me vens renovar.
Ter sentido é o inverso do que sinto.
Minhas são as dores de ter o querer em todo tempo,
Temer o que não vejo e que está em todo lugar,
É o que eu não entendo.
Onde abandonar, quando largar na caminhada o que pesa,
Com que pesar penso em não carregar,
O que completamente me esvazia,
Constantemente é assim que me vens renovar.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
vírgula
Por ter robustez a tua imagem em mim,
De ser densa vontade de querer-te,
Para ser feliz enquanto sonho,
Em sentir-me louco por não querer te perder,
De tanto entender que não queres querer;
Coloco um ponto acima da vírgula,
Um suspiro ao juntar cílios,
Uma palavra atrás da outra sem parar,
Um sentido, um sentir na vida sentir.
De ser densa vontade de querer-te,
Para ser feliz enquanto sonho,
Em sentir-me louco por não querer te perder,
De tanto entender que não queres querer;
Coloco um ponto acima da vírgula,
Um suspiro ao juntar cílios,
Uma palavra atrás da outra sem parar,
Um sentido, um sentir na vida sentir.
aqui
Nego até a morte o desprazer de não te dizer
Abro meu abraço e te abarco neste ser
Abaixo da mentira que me diz estou eu
Seguro o véu pelo instante de ver
A passagem fecha depois que entro
Retorno do nada
Canso de pensar quatro vezes
Antes de olhar por trás de mim
E você não está aqui.
Abro meu abraço e te abarco neste ser
Abaixo da mentira que me diz estou eu
Seguro o véu pelo instante de ver
A passagem fecha depois que entro
Retorno do nada
Canso de pensar quatro vezes
Antes de olhar por trás de mim
E você não está aqui.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Poema de Ken Drew
Esse mundo tão sombrio
Escuro e desconhecido
Transpõe-se á cada instante
Incandescido á cada grito
em cada gemido de horror
Absorvido em minhas alusões
Desconexo
é o sentido da vida
e nela como um todo
a semelhança com nossa eternidade
e mesmo q seja tão bela
navega por de trás dos nossos olhos
e simplesmente
a vemos passar
Escuro e desconhecido
Transpõe-se á cada instante
Incandescido á cada grito
em cada gemido de horror
Absorvido em minhas alusões
Desconexo
é o sentido da vida
e nela como um todo
a semelhança com nossa eternidade
e mesmo q seja tão bela
navega por de trás dos nossos olhos
e simplesmente
a vemos passar
precisa
Principio de alegria e tchau
A seleção de sua alma faminta
Mira em mim o milagre
Sei que você me quer mais.
O dobro de dar
A dobra na dor que me dá
Sem alguém pedir de novo
No sul é frio pra mim.
Moro relembrando
O homem sou eu
E volto pra cá
Durmo debaixo da escada.
Subindo pra casa
Subindo pra casa
Eu
Eu subindo pra casa.
Olhe pra mim
Estou em casa
E vivo por isto
Eu vivo.
A seleção de sua alma faminta
Mira em mim o milagre
Sei que você me quer mais.
O dobro de dar
A dobra na dor que me dá
Sem alguém pedir de novo
No sul é frio pra mim.
Moro relembrando
O homem sou eu
E volto pra cá
Durmo debaixo da escada.
Subindo pra casa
Subindo pra casa
Eu
Eu subindo pra casa.
Olhe pra mim
Estou em casa
E vivo por isto
Eu vivo.
sábado, 20 de setembro de 2008
Poema de Ferreira Gullar
Cantiga para não morrer
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
sinais
Chinelo no branco de meu piso
Calça no verde da minha grama
Flor rosa na roupa
Óculos escuros no seu sol
Sorriso ao me ver, ao te ver
Toque na mão sem querer
Material guardado no cesto
Bailado estampado
Silêncio quebrado
Calça no verde da minha grama
Flor rosa na roupa
Óculos escuros no seu sol
Sorriso ao me ver, ao te ver
Toque na mão sem querer
Material guardado no cesto
Bailado estampado
Silêncio quebrado
terça-feira, 16 de setembro de 2008
letra
Ao ler não acontece de perder
Relembra toda a esperança.
Algo muda pois precisa ser trocada
Já que a rega não vem.
De quem é o que produz calada?
São meus os não escritos?
Tens algo que não é meu
Mas eu já dei o que te pertence.
Seu pedaço em mim
Será sempre, unicamente teu.
Relembra toda a esperança.
Algo muda pois precisa ser trocada
Já que a rega não vem.
De quem é o que produz calada?
São meus os não escritos?
Tens algo que não é meu
Mas eu já dei o que te pertence.
Seu pedaço em mim
Será sempre, unicamente teu.
cristal
Não posso mais dizer o que penso
Quero estar e viver.
O silencio que se fez
Transforma em cristal tudo que faço.
É leve o que levo até lá
E a dor me trás de volta até aqui.
As fotos são inocentes e mesmo assim incendeiam
Troco tudo por quase nada que tem guardado.
Traga as imagens que criei
Deixe um pedaço do que é seu.
Quero estar e viver.
O silencio que se fez
Transforma em cristal tudo que faço.
É leve o que levo até lá
E a dor me trás de volta até aqui.
As fotos são inocentes e mesmo assim incendeiam
Troco tudo por quase nada que tem guardado.
Traga as imagens que criei
Deixe um pedaço do que é seu.
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delícia de texto
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