terça-feira, 1 de julho de 2008
Desabafinho
Ressuscitou minha consciência mas minha tristeza não foi embora. Tristeza de mágoa. Maior que eu. Vergonha do oculto que não pode ser publicado, e da falta da trégua dentro da gente. Dor eterna de amor não correspondido. Destes que de tempos em tempos nos fustigam. Do tipo que que olhamos no longe e suspiramos sem parar. Vontade de chorar danada. Desabrigado estou, apesar da coberta do céu, da coberta das asas grandes do meu Deus. Abandono de tudo, maltrapilho, mal tratado coração, cheio de amor por ningúem, por alguém. Abandono de quem não sei onde está, nem se é de alguém. Não adotado, dado, proibido. Verto lágrimas? Não faço isto ainda não. Não tem colheita, não que eu veja. Meu Senhor é minha única garantia escrita. Mas Papai precisava eu gostar tanto de alguém que não é meu e sim seu?
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delícia de texto
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