segunda-feira, 7 de julho de 2008
Mata
Quero não dizer nada e esperar seu dito. Mas o tempo parece ser só meu e aí eu teimo. Arranhado pelas folhas e galhos desta mata, me abaixo, desvio e me contraio todo para sair do lado de lá. Passei uma vez dentro de outra e me lembro de nunca ter olhado para cima e buscado orientação lá do alto, talvez por isto a falta de costume de pedir revelação, perdão. Só o desejo de entrar no não conhecido, no frio sem sol, no cheiro sem ver o que é, em segurar-se sem saber em quê. Sem saber. Talvez algo venha atrás e por isto corro mais rápido que o necessário, sinto além do necessitado, parecido mais com o quero ser do que sou. Não deixei cair nada no caminho, meus sapatos estão sujos ou estou muito marcado? Antes de sair, eu já quero voltar com alguém.
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