sábado, 28 de junho de 2008
Uau!
What is the danger? What I say I want to live. Crazy, passionate. To remember always I want to dive Within you Being more lost When I find I still remember you
Este tempo
Quero estipular para o tempo que todo meu sentimento será teu,
quero estipular que não haverá mentira, que haverá paixão e troca de carinho e de carícias.
Quero estipular ao tempo que durante o tempo que durar, tudo será lembrado e no final do tempo, que chegará e terá que chegar, ficará o tempo que eu vivi um tempo, que você viveu um tempo.
E aí o tempo poderá suspirar.
quero estipular que não haverá mentira, que haverá paixão e troca de carinho e de carícias.
Quero estipular ao tempo que durante o tempo que durar, tudo será lembrado e no final do tempo, que chegará e terá que chegar, ficará o tempo que eu vivi um tempo, que você viveu um tempo.
E aí o tempo poderá suspirar.
o avião é mais seguro
Assim eu acho que me queres.
Você tem medo?
Eu também.
Do avião não decolar,
de você não acreditar,
de mamãe descobrir,
de ser feinho pra você,
de ficar velho,
de ser mentira sua não me querer,
de ser verdade.
Mas me fala se não.
Ou melhor não me fala não se nunca tiver pensado em mim como eu penso em você.
Aliás, tô com medo de ouvir isto, mas é melhor isto que o silêncio, o branco total ou o medo de sentir o que sinto e não ter onde escapar.
Me dá uma chance de escutar você dizer bem baixinho: eu também tô afim de você.
Você tem medo?
Eu também.
Do avião não decolar,
de você não acreditar,
de mamãe descobrir,
de ser feinho pra você,
de ficar velho,
de ser mentira sua não me querer,
de ser verdade.
Mas me fala se não.
Ou melhor não me fala não se nunca tiver pensado em mim como eu penso em você.
Aliás, tô com medo de ouvir isto, mas é melhor isto que o silêncio, o branco total ou o medo de sentir o que sinto e não ter onde escapar.
Me dá uma chance de escutar você dizer bem baixinho: eu também tô afim de você.
To be continued II
O que fará ela sair dali? Já tentara de quase tudo... O lado de fora estava pior, é certo, mas ficar ali não podia ser a melhor decisão. Lembrou de uma cena do livro Admirável Mundo Novo, em que um dos personagens tenta convencer o outro, aos berros, a sair de onde estava e não consegue. Teve receio de ter gritado demais com ela naqueles dias e talvez a tivesse assustado de verdade. Como aquele personagem de Aldous Huxley . Pensou em chamá-la pelo nome, trazer-lhe algo familiar, mas ele também tinha seu coração apertado pela dúvida, de ser ainda algo para ela, pensou nisto e o coração apertou mais ainda, e, pela segunda vez em poucos dias teve medo, muito medo. Medo que lhe fazia gelar, começava pelas costas dos braços e ia até a ponta dos dedos. Sentiu seu corpo arrepiar, seu estômago estava revirado. Toda situação aconteceu, pensou ele, por sua causa, tinham se esbarrado a pouco tempo e ele já a olhava como se fosse a única. Queria no início apenas chamar atenção para si e para seus problemas e ela nem ligou muito, mas o pouco de atenção bastou para ele se confundir e sentir-se importante para ela. Cada vez que se viam ele notava algo. Sua pinta no braço era algo que lhe atraia. Achou estranho, mas não era apenas uma marca, era um modo de observá-la e saber que aquilo fazia parte da identidade dela. No começo não deu muito crédito ao que podia acontecer no futuro, mas a medida que sentia seu mundo complicado, buscou ajuda. Onde mais, pensou, e a procurou em sua casa e quando ela o viu disse a ele que não podia ser sério e lhe perguntou o que fazia ali de novo. Quando viu que ela não dividiria seu próprio mundo e o mundo dele não a interessava, fechou a porta atrás de si. Na batida da porta a chave se trancou pelo lado de dentro e ele agora tentava de todas as formas entrar, mas ela já não lhe respondia. Estava preocupado em saber como faria para viver sem ela, sem tocá-la, sem ter ninguém para falar seriamente e sua amargura aumentou ainda mais quando chegou a conclusão que ela jamais voltaria para ele. Imaginou-a morta. Nunca mais leria o que ele publicava de tempos em tempos. Era assim que melhor se comunicavam, ele sempre pensando platonicamente e na verdade não sabia se ela absorvia, ou se lia, o que escrevia pensando nela, e ela em seu mundo que ele não tinha a menor idéia como era. Seu coração se acalmou quando lembrou que ela sempre pareceu segura, a não ser logo que se conheceram, quando ela quase desmoronou e ele a amparou, e imaginou que ela estava bem, mas no fundo ele queria muito que ela precisasse dele mais uma vez. Apenas uma vez, seria o bastante, pensou.
Solilóquio
Silêncio não obsequioso.
Silêncio prudente.
Silêncio observado.
Palavras? Não sei se o são.
Sei sim que calo não.
Silêncio esquisito, respeitável, admirável.
Até. Até? Áté!
Silêncio prudente.
Silêncio observado.
Palavras? Não sei se o são.
Sei sim que calo não.
Silêncio esquisito, respeitável, admirável.
Até. Até? Áté!
laboratório
Sabe o que é minha flor? é que eu acho que eu tô te comovendo com minhas palavras. É que fico pensando o que passa se você passou por algo parecido, se comeu algo que não lhe faz bem lembrar, se desceu na estação errada, sei lá. Converso assim para que a conversa fique leve, meio linda e eu continue preso no raciocícnio lógico. Porque se deixar sair do modo com filtro é capaz de até eu te xingar. Sua...há, há, há. Calma... já voltei. Pois então (como se diz muito hoje em dia...), fico achando-me meio besta de dizer o que digo, e olha que não é pouca coisa. Dá uma conferida nas escolhidas, elegidas (é elegida mesmo!), enumeradas, marcadas na cor da maçã vermelha. Você afinal pensa que o que sinto (somente quando respiro é que sinto), é verdade verdadeira, passageira ou dirigida? Queres amor feinho, cheinho, com cheirinho e com carinho? Algo de gelado acontece no laboratório e que não acontece no mundo estelar, para que você não saia mais de lá.
Gelada?
Ela é de gelo.
Gelatina ou geléia sou eu.
Ela é de voz doce, seu ouvinte eu sou.
Ela é olhos, eu não posso nem olhar.
Ela não quer, eu.
Ela não, nem sei se não.
Ela senão, pois não, paixão.
Eu? Sonho não!
Gelatina ou geléia sou eu.
Ela é de voz doce, seu ouvinte eu sou.
Ela é olhos, eu não posso nem olhar.
Ela não quer, eu.
Ela não, nem sei se não.
Ela senão, pois não, paixão.
Eu? Sonho não!
Mais além
Conscientemente eu almejo ter seu corpo, esquio, escalo, domino.
Finco minha bandeira ao alto do monte e acaricio seu manto e sinto o vento de seu suspiro aumentando meu contentamento em estar colado,
calado, corpos respirando juntos,
sucessivos e conjuntos na respiração vagarosa, prazerosa,
momentânea e completa, já que a vida podia terminar agora.
O que seria pra manchete que ninguém entenderia o porque de tanta paixão,
corpos nus encontrados no ato final.
Eu te desejo como mulher que és,
como senhorinha, como suco, tomo-o, sorvo-o,
e para te enaltecer, digo que és uma delícia, carne viva e branca, leitosa,
longa, sem fim e acima e abaixo eu acaricio esta pele, estes poros.
Finco minha bandeira ao alto do monte e acaricio seu manto e sinto o vento de seu suspiro aumentando meu contentamento em estar colado,
calado, corpos respirando juntos,
sucessivos e conjuntos na respiração vagarosa, prazerosa,
momentânea e completa, já que a vida podia terminar agora.
O que seria pra manchete que ninguém entenderia o porque de tanta paixão,
corpos nus encontrados no ato final.
Eu te desejo como mulher que és,
como senhorinha, como suco, tomo-o, sorvo-o,
e para te enaltecer, digo que és uma delícia, carne viva e branca, leitosa,
longa, sem fim e acima e abaixo eu acaricio esta pele, estes poros.
voa
saio do inferno
vou estar no céu amanhã
agora é inverno
se você bater suas asinhas
posso te ver voando
pra mim
só pra mim.
vou estar no céu amanhã
agora é inverno
se você bater suas asinhas
posso te ver voando
pra mim
só pra mim.
tá moleza
Coisas que eu sei:
o esfíncter arrebenta, uma hora ou outra. Acho que mais a outra do que à 1h;
alongar faz bem pra panturrilha;
água gelada é fria;
gordura bóia na água fria ou quente;
prostáta, esfíncter e a outra coisa que esquecí o nome não são a mesma coisa;
a Regina não vem;
nem a Renata, nem Camila Parker;
a professora nunca ganhou maçã nenhuma;
o Brasil tá em segundo;
o segundo tá parecendo meio;
eu não te escuto, não te vejo, bem.
meu bem;
andar sem pisar é bom;
bicicleta é moleza;
balé é dureza;
pior é o fim;
quando não te vejo.
o esfíncter arrebenta, uma hora ou outra. Acho que mais a outra do que à 1h;
alongar faz bem pra panturrilha;
água gelada é fria;
gordura bóia na água fria ou quente;
prostáta, esfíncter e a outra coisa que esquecí o nome não são a mesma coisa;
a Regina não vem;
nem a Renata, nem Camila Parker;
a professora nunca ganhou maçã nenhuma;
o Brasil tá em segundo;
o segundo tá parecendo meio;
eu não te escuto, não te vejo, bem.
meu bem;
andar sem pisar é bom;
bicicleta é moleza;
balé é dureza;
pior é o fim;
quando não te vejo.
Sementeira
Hoje, enfim, cairam as primeiras gotas.
Escorreram com dificuldades enormes, terreno rachado.
Face ocultada, não vista por você.
Preciso de água em minha terra.
Quero plantar algo aqui, que eu possa tocar.
Sem levantar da minha varanda, carinho.
Olhar e contar de pertinho.
Sem machucar, sem doer, sem espetar.
Sementeira é meu coração.
Vem colocar sua plantinha aqui, vem?
Escorreram com dificuldades enormes, terreno rachado.
Face ocultada, não vista por você.
Preciso de água em minha terra.
Quero plantar algo aqui, que eu possa tocar.
Sem levantar da minha varanda, carinho.
Olhar e contar de pertinho.
Sem machucar, sem doer, sem espetar.
Sementeira é meu coração.
Vem colocar sua plantinha aqui, vem?
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delícia de texto
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